Crítica | ‘Hollywood’ é uma circinal recontagem do...

Apesar de ser conhecido pela antologia American Horror Story, Ryan Murphy sempre fez questão de mostrar sua paixão pela indústria cinematográfica – principalmente aos clássicos longas-metragens que lhe servem de inspiração até os dias de hoje. Seja com o musical adolescente Glee, seja com a temporada única de Feud, Murphy nunca deixou de prestar homenagens a nomes como Joan Crawford, Bette Davis, Marlene Dietrich e tantos outros artistas lendários cujo legado vive com força inigualável. E, dessa forma, surgiria Hollywood, nova colaboração desse prolífico realizador para a Netflix que, apesar das boas intenções, falha em lapidar as múltiplas coincidências e o teor novelesco de cada arco narrativo dos protagonistas.

Ambientada no final da década de 1940, a produção é uma reimaginação da Era de Ouro de Hollywood – uma das décadas mais controversas da história. No período pós-II Guerra Mundial, o sentimento de nacionalismo começava a tomar conta da sociedade norte-americana e, dessa forma, qualquer pessoa “diferente” era tratada com descaso, preconceito e até mesmo com violência (como era o caso das mulheres, dos negros e da comunidade queer). E, diferente do que se pode imaginar, essa premissa exala uma ambição bastante interessante que serve como base para uma transgressão formulaica: na verdade, são as minorias que ganham voz em um escopo totalmente utópico que reformula o cenário do entretenimento e o futuro de uma nação dividida e que já perdeu sua identidade. O grande problema é como convencer o público de um e se? que poderia ter acontecido sem cair nos comodismos de sempre. 

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