Crítica | 1ª temporada de ‘Eu Nunca…’ é um presente para...

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Crítica | 1ª temporada de ‘Eu Nunca…’ é um presente para...

 Crítica | 1ª temporada de ‘Eu Nunca…’ é um presente para...

Unindo comédia e drama com uma delicadeza apaixonante, ‘Eu Nunca…’ é, sem sombra de dúvida, um dos presentes mais inesperados da Netflix para os fãs das rom-coms adolescentes dos anos 1990 – revitalizadas, é claro, para o panorama da sociedade contemporânea. A nova série da gigante do streaming, criada pela sagaz mente de Mindy Kaling (que volta para as telinhas depois de assinar o roteiro da interessante ‘Late Night’), é uma análise dinâmica para nos prender ao longo de dez breves episódios sobre a vida de uma descendente de indianos chamada Devi (Maitreyi Ramakrishnan). Ela não se encaixa em nenhum grupo de sua escola e sente-se alheia quanto à configuração de sua casa – principalmente depois que o pai sofreu um ataque cardíaco e morreu -, decidindo fazer do segundo ano de seu ensino médio um divisor de águas: ou seja, ela decide arranjar um namorado e perder sua virgindade.

Obviamente, levando o teor cômico infundido no âmago da produção, as coisas não vão como o planejado – mas esse “errático” caminho que Devi acaba escolhendo, na verdade, é o que abre portas para tantas subtramas envolventes e reviravoltas chocantes que transformam o show em algo muito maior do que poderíamos imaginar. Através de uma narrativa inteligente e uma condução cênica que tenta ao máximo se afastar de tantas outras obras conterrâneas (não conseguindo por completo, mas ousando como consegue), ‘Eu Nunca…’ cultiva um terreno fértil o bastante para discorrer sobre identidade cultural, herança religiosa, raça e orientação sexual sem cair em pedantismos panfletários e garantindo que os arcos de cada personagem sejam aproveitados ao máximo. 

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